4.12 Grafana

Na seção anterior instalamos e exploramos o Prometheusarrow-up-right, entendendo como ele coleta e armazena métricas. Agora iremos conhecer uma ferramenta complementar muito importante: o Grafanaarrow-up-right.

O Grafana é uma plataforma utilizada para visualizar dados de monitoramento por meio de dashboards. Esses painéis permitem acompanhar o estado de sistemas em produção utilizando gráficos, indicadores e tabelas.

Enquanto o Prometheus é responsável por coletar e armazenar métricas, o Grafana é responsável por apresentar essas métricas de forma visual.

Nesta seção iremos:

  • executar o Grafana em um contêiner Docker;

  • acessar sua interface web;

  • conhecer os principais elementos da interface;

  • criar um primeiro dashboard simples.

Inicialmente iremos executar o Grafana sem conectá-lo a nenhuma fonte de dados. O objetivo aqui é apenas conhecer a ferramenta e sua interface.

1. Executando o Grafana com Docker

Assim como fizemos com o Prometheus, iremos utilizar uma imagem oficial disponível no Docker Hub.

Execute o seguinte comando no terminal:

docker run --rm -p 3000:3000 grafana/grafana

Esse comando realiza as seguintes ações:

  • faz o download da imagem oficial do Grafana (caso ainda não esteja presente no sistema);

  • cria um contêiner com um nome aleatório escolhido pelo Docker

  • publica a porta 3000 do contêiner para o host.

A porta 3000 é a porta padrão da interface web do Grafana.

Assim como no Prometheus, ao executar o Grafana dessa forma, não há persistência de dados. Dashboards criados serão perdidos ao encerrar o contêiner.

2. Acessando a Interface Web

Abra o navegador e acesse:

Na primeira vez que acessar o Grafana será exibida uma tela de login.

As credenciais padrão são:

Após o primeiro login, o Grafana solicitará que você altere a senha.

Depois disso, a interface principal será exibida.

3. Conhecendo a Interface do Grafana

A interface do Grafana é organizada em algumas áreas principais.

No lado esquerdo da tela há um menu com as principais funcionalidades.

Algumas das opções mais importantes são:

Home

Mostra a página inicial da plataforma.

Dashboards

Permite criar e visualizar painéis de monitoramento.

Explore

Ferramenta para executar consultas diretamente nas fontes de dados. A seção Explore permite executar consultas diretamente nas fontes de dados, sendo extremamente útil para testes rápidos e depuração de métricas antes de adicioná-las a um dashboard.

Connections / Data Sources

Permite configurar as fontes de dados que o Grafana utilizará para obter métricas. No Grafana, uma fonte de dados (data source) é o sistema responsável por fornecer as métricas que serão visualizadas. O Grafana não armazena dados por conta própria — ele atua como uma camada de visualização sobre ferramentas como o Prometheus.

Como ainda não conectamos nenhuma fonte de dados, os dashboards estarão vazios.

4. Entendendo o Conceito de Dashboard

No Grafana, um dashboard é um painel composto por diferentes visualizações de dados.

Essas visualizações podem incluir:

  • gráficos de linhas;

  • gráficos de barras;

  • tabelas;

  • indicadores numéricos;

  • mapas de calor.

Cada visualização é chamada de painel (panel).

Em ambientes de produção, dashboards costumam reunir diversas métricas importantes para acompanhar a saúde do sistema, como:

  • uso de CPU;

  • consumo de memória;

  • número de requisições por segundo;

  • tempo de resposta de APIs;

  • taxa de erros.

Em ambientes reais, é comum organizar dashboards por contexto, como “infraestrutura”, “aplicação” e “modelo de ML”.

5. Criando um Primeiro Dashboard

Mesmo sem uma fonte de dados configurada, podemos criar um dashboard vazio apenas para entender o processo.

Clique no menu lateral:

Em seguida clique em:

Nesse momento o Grafana solicitará que você escolha uma fonte de dados.

Como ainda não configuramos nenhuma, a lista estará vazia.

Isso acontece porque o Grafana não armazena métricas por conta própria. Ele depende de outras ferramentas, como o Prometheus, para fornecer os dados que serão exibidos nos painéis.

6. Explorando as Configurações do Grafana

Para visualizar as fontes de dados configuradas, clique em:

Neste momento a lista estará vazia.

Na próxima seção iremos adicionar o Prometheus como fonte de dados, permitindo que o Grafana visualize as métricas coletadas pelo servidor de monitoramento.

7. Parando o Grafana

Quando desejar encerrar o Grafana, volte ao terminal onde o contêiner está rodando e pressione:

O contêiner será interrompido, removido, e o Grafana será encerrado.

Conclusão

Nesta seção realizamos o primeiro contato com o Grafana. Aprendemos como:

  • executar o Grafana em um contêiner Docker;

  • acessar sua interface web;

  • conhecer seus principais componentes;

  • entender o conceito de dashboards.

Embora ainda não tenhamos visualizado métricas reais, já compreendemos o papel do Grafana dentro de uma arquitetura de monitoramento.

Na próxima seção iremos conectar o Grafana ao Prometheus, permitindo visualizar graficamente as métricas coletadas pelo sistema de monitoramento.

Nota sobre o desenvolvimento do material

O conteúdo desta seção contou com o apoio do ChatGPT como ferramenta auxiliar na estruturação de explicações, revisão de conceitos e refinamento técnico. Todas as decisões de conteúdo, exemplos e direcionamento didático foram conduzidas pelo autor.

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